sábado, 23 de abril de 2011

Reflexões LIÇÕES do Japão



Reflexões LIÇÕES do Japão (Dez coisas a serem aprendidas com o Japão)

1 – A CALMA Nenhuma imagem de gente se lamentando, gritando e reclamando que “havia perdido tudo”. A tristeza por si só já bastava.

2 – A DIGNIDADE Filas disciplinadas para água e comida. Nenhuma palavra dura e nenhum gesto de desagravo.

3 – A HABILIDADE Arquitetos fantásticos, por exemplo. Os prédios balançaram, mas não caíram.

4 – A SOLIDARIEDADE As pessoas compravam somente o que realmente necessitavam no momento. Assim todos poderiam comprar alguma coisa.

5 – A ORDEM Nenhum saque a lojas. Sem buzinaço e tráfego pesado nas estradas. Apenas compreensão.

6 – O SACRIFÍCIO Cinquenta trabalhadores ficaram para bombear água do mar para os reatores da usina de Fukushima. Como poderão ser recompensados?

7 – A TERNURA Os restaurantes cortaram pela metade seus preços. Caixas eletrônicos deixados sem qualquer tipo de vigilância. Os fortes cuidavam dos fracos.

8 – O TREINAMENTO Velhos e jovens, todos sabiam o que fazer e fizeram exatamente o que lhes foi ensinado.

9 – A IMPRENSA Mostraram enorme discrição nos boletins de notícias. Nada de reportagens sensacionalistas. Apenas calmas reportagens dos fatos.

10 – A CONSCIÊNCIA Quando a energia acabava em uma loja, as pessoas recolocavam as mercadorias nas prateleiras e saiam calmamente.

sábado, 1 de janeiro de 2011



Natal - Rubem Alves

Sou um admirador de Gandhi. Cheguei mesmo a escrever um livro sobre ele. Estou planejando convocar os amigos para uma homenagem póstuma a esse grande líder pacifista e vegetariano. Pensei que uma boa maneira de homenageá-lo seria um evento numa churrascaria, todo mundo gosta de churrasco, um delicado rodízio com carnes variadas, picanhas, filés, costelas, cupins, fraldinhas, lingüiças, salsichas, paios, galetos e muito chope. O grande líder merece ser lembrado e festejado com muita comilança e barriga cheia!
Eu não fiquei doido. O que fiz foi usar de um artifício lógico chamado "reductio ad absurdum" que consiste no seguinte: para provar a verdade de uma proposição, eu mostro os absurdos que se seguiriam se o seu contrário, e não ela, fosse verdadeiro. Eu demonstrei o absurdo de se celebrar um líder vegetariano de hábitos frugais com um churrasco .
Uma homenagem tem de estar em harmonia com a pessoa homenageada para torná-la presente entre aqueles que a celebram. Uma refeição, sim. Mas pouca comida. Comer pouco é uma forma de demonstrar nosso respeito pela natureza. Alface, cenoura, azeitonas, pães e água.
Escrevo com antecedência, hoje, 27 de novembro, um mês antes, para que vocês celebrem direito. A celebração há de trazer de novo à memória o evento celebrado.
É uma cena: numa estrebaria uma criancinha acaba de nascer. Sua mãe a colocou numa manjedoura, cocho onde se põe comida para os animais. As vacas mastigam sem parar, ruminando. Ouve-se um galo que canta e os violinos dos grilos, música suave... No meio dos animais tudo é tranqüilo. Os campos estão cobertos de vaga-lumes que piscam chamados de amor. E no céu brilha uma estrela diferente. Que estará ela anunciando com suas cores? O nascimento de um Deus?
É. O nascimento de um Deus. Deus é uma criança.
O na scimento do Deus criança só pode ser celebrado com coisas mansas. Mansas e pobres. Os pobres, no seu despojamento, devem poder celebrar. Não é preciso muito.
Um poema que se lê. Alberto Caeiro escreveu um poema que faria José e Maria, os pais do menininho, rir de felicidade: "Num meio-dia de fim de primavera, tive um sonho como uma fotografia: "Vi Jesus Cristo descer a terra. Veio pela encosta do monte tornado outra vez menino. Tinha fugido do céu...'" Longo, merece ser lido inteiro, bem devagar...
Uma canção que se canta. Das antigas. Tem de ser das antigas. Para convocar a saudade. É a saudade que traz para dentro da sala a cena que aconteceu longe. Sem saudade o milagre não acontece.
Algo para se comer. O que é que José e Maria teriam comido naquela noite? Um pedaço de queijo, nozes, vinho, pão velho, uma caneca de leite tirado na hora. E deram graças a Deus.
E é preciso que se fale em voz baixa. Para não acordar a criança.
Naquela mesma noite, havia uma outra celebração no palácio de Herodes, o cruel. Ele tinha medo das crianças e mataria todas se assim o desejasse. A mesa do banquete estava posta: leitões assados, lingüiças, bolos e muito vinho... Os músicos tocavam, as dançarinas rodopiavam. Grande era a orgia.
É. Cada um celebra o que escolhe. Acho que vou fazer uma sopa de fubá que tomarei com pimenta e torradas. E lerei poemas e ouvirei música. E farei silêncio quando chegar a meia-noite e, quem sabe, rezarei?

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tema: Minhas ações me revelam

Tema: Minhas ações me revelam

Objetivo: olhar a realidade do ser humano, e fazer uma análise da sua prática diária e ou do seu comportamento.

Pare e pense: “É pelos frutos que se conhece uma boa árvore. Árvore boa dá bons frutos; árvore má, maus frutos.”

O que levam os outros a pensarem bem ou mal de nós, não é propriamente a nossa aparência ou o que dizemos, mas o que fazemos ou deixamos de fazer. Nossas ações e omissões é que mostram o que realmente somos.
Portanto, não adianta “vendermos” aos outros uma falsa imagem de nós mesmos. É inútil fingir, pois cedo ou tarde nossos atos revelarão o que somos de fato.
Se quisermos que os outros tenham um bom conceito de nós, sejamos seres de boas ações. O que importa não é a imagem que passamos aos outros, mas os nossos bons atos. E esses atos precisam estar de acordo com nossos gestos verdadeiros de amor.

Questionamentos

1. Quais foram os atos de amor verdadeiro que fizeram parte da minha vida nestes últimos dias?

Consciência Negra



Consciência Negra

Sou a alma que ontem nasceu no mundo.
Sou filha da África,
Dos olhos de pérolas,
Do sorriso de marfim,
Dos sons dos atabaques em noite de luar,
Da roda de capoeira,
Do jongo ao maculelê.

Sou da raça que irradia perfume de alegria.
Sou semente da história humana,
De vida apesar de tanta dor.

Dos canaviais e senzalas,
Das mãos calejadas, exploradas e injustiçadas.

Podem tirar a minha vida,
Menos o direito de sonhar,
De ter esperança...
De lutar por dignidade e respeito,
Nem que seja em grito mudo,
Clamando por igualdade e justiça,
E de acreditar num amanhã melhor.
Sarah Janaína Leibovitch
Fonte: http://www.bilibio.com.br/poema/470/Consciencia+Negra.html

quinta-feira, 28 de outubro de 2010



TEMA – ATUALIDADES – POLÍTICA/ELEIÇÕES
O Analfabeto Político
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.
Texto de Bertold Brecht, escritor e teatrólogo alemão (1898/1956)

RESPONDA AS QUESTÕES ABAIXO:
1. É importante participar dos acontecimentos políticos do país? Por quê?

2. De que forma podemos participar dos acontecimentos políticos?

3. O que você entende por custo de vida?

4. O que é uma decisão política?

5. Por que o preço do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas?

6. Cite exemplos de decisões políticas no Brasil.

7. Como você vê o fato de alguém odiar a política?

8. Quais as características de um analfabeto político?

9. O autor do texto afirmou que “o pior analfabeto é o analfabeto político” . Nesta afirmação há uma outra crítica. Qual?

10. Bertold Brecht também disse que “o pior de todos os bandidos é o político vigarista, pilantra...”. Como podemos interpretar essa afirmação do autor?

11. O que fazer quando ficamos sabendo que um político está agindo desonestamente?

QUESTIONAMENTOS RETIRADO DO BLOG - http://piquiri.blogspot.com/

Comunicar...

Comunicar...
Em Provérbios 18:13 e Tiago 1:19 diz o seguinte:
Pv.18:13 - “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha”.
Tg. 1:19 “... Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar.”
Os dois versículos bíblicos nos fazem refletir sobre a forma que devemos nos comportar diante dos outros, por isso precisamos aprender a ouvir e saber falar na hora certa e nunca brigar, pois não é da vontade de Deus as brigas e confusões. Disse Jesus: “Ame o teu próximo como a ti mesmo.”
Questionamentos para pensar e responder.
1. Você é um bom ouvinte? Por quê? Você conhece alguém que é um bom ouvinte? Quem?
2. Por que você o considera um bom ouvinte?
3. Ser um bom ouvinte quer dizer sentar e ouvir enquanto o outro fala? Por quê?
4. Independentemente de já ser ou não um bom ouvinte, como você pode se tornar um melhor ouvinte?
5. Quem você consideraria um bom ouvinte: Para cada pessoa que você mencionar explique por que ele(a) é um bom ouvinte.
Seus pais?
Seus professores?
6. E você sabe ouvir? Como você poderia melhorar sua comunicação para ajudar as pessoas que estão ao seu redor? Como você pode se tornar um ouvinte melhor?
7. O que nos impede de sermos bons ouvintes?
8. Será que nossos hábitos de comunicação e nossa disposição para ouvir afetam como ouvimos a Deus e nos comunicamos com ele? Explique.

domingo, 10 de outubro de 2010

A ÁGUIA QUE VIROU GALINHA



A Águia que Quase Virou Galinha

Uma metáfora da condição humana
Era uma vez um camponês que foi a floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia e colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas, embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.
– De fato, – disse o camponês – é águia. Mas eu criei como galinha.
Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras,
apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não, – retrucou o naturalista – ela é e será sempre uma águia, pois tem um coração de águia. Esse coração a fará um dia voar ás alturas.
– Não, não, – insistiu o camponês – ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então, decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – já que você, de fato, é uma águia,
já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista.
Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo,
ciscando grãos e pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não, – tornou a insistir o naturalista – ela é uma águia, e uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu, lá embaixo, as galinhas ciscando o chão,
pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não, – respondeu firmemente o naturalista – ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma ultima vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês se levantaram bem cedo. Pegaram a águia, e foram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra,
abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida, mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente bem na direção do sol para que seus olhos pudessem encher-se da claridade e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma.
E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto.
Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
* * *
(Texto de autoria indefinida, atribuída a James Aggrey, educador Ganense,
Rubem Alves ou Leonardo Boff, dependendo a fonte consultada)

QUESTIONAMENTOS?
• De que preciso para ser águia e voar em direção ao sol?
• O que posso fazer aqui e agora para obter o que preciso?


Declaração de Mount Abu